Opinião

Spam: falta de desconfiômetro, de educação ou marketing burro?

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Publicar Viagem de Negócios tem seus lados positivos e seus lados negativos. Hoje não vou falar dos positivos e vou me concentrar em um negativo: os spams, ou e-mails “lixo”, não desejados, também chamados por alguns de “e-mails burros”.

Recebo todos os dias cerca de 400 mensagens por e-mail, entre comunicados de imprensa, newsletters e outros. Desses, miseravelmente, quase 10% são spams que conseguem passar pelo filtro do programa de e-mails que uso. Traduzindo: são e-mails de remetentes novos, mensagens não enviadas em massa ou mensagens configuradas para se disfarçar e conseguir passar pela barreira dos filtros.

Há quem chame a atividade de spam de e-mail marketing, o que é um enorme absurdo. De qualquer modo, existe um grande mercado para spams, com pessoas e empresas vendendo e comprando listas de endereços de e-mail, programas para disparo em massa, programas para chupar endereços de e-mail de sites e sei lá mais o que.

O que me deixa irritado e assustado não é o tempo que perco todo santo dia para deletar essas mensagens e bloquear seus remetentes. É a falta de bom senso ou de educação ou inteligência dos responsáveis por uma empresa que investem tempo e dinheiro nesse tipo de atividade e nem de longe desconfiam que em vez de vender, estão irritando um consumidor em potencial.

Casos piores são os de empresas que, para não se darem ao trabalho de comprarem uma listagem de e-mails ou de fazer uma pesquisa pela internet ou telefone simplesmente disparam enecentas mensagens idênticas destinadas a [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], e por aí vai.

Um caso recente é o de uma agência de São Paulo, a Terra Mundi, que conseguiu me mandar o mesmo folheto eletrônico promovendo roteiros para um país latino-americano ( um deles apresentado como “imbativel”, sem acento mesmo…) para [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected] e [email protected]

Doze mensagens idênticas enviadas para as áreas que mais provavelmente teriam interesse em comprar roteiros para um país andino por módicos valores entre US$1.400,00 e US$4.000,00, como a nossa extremamente bem paga área de cobrança…  Ainda bem que a “criatidade” da agência parou por aí, senão seriam muito mais que doze, direcionadas para [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], só para ficar nos cargos executivos.

Estou seriamente pensando em criar uma premiação para empresas e pessoas do mercado turístico que se destaquem negativamente por sua conduta, com atitudes como entupir as caixas postais alheias com mensagens não solicitadas, fazer os consumidores de bobos ou se auto-proclamar “pioneiro do ecoturismo”, como fez alguém num evento este ano.

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